Um morador de Porto Alegre foi formalmente indiciado por planejar e promover terrorismo, após investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a Brigada Militar. O caso, relacionado à Operação Mujahidin, trouxe à tona preocupações com a segurança pública no Rio Grande do Sul.
Contato com extremistas e passado neonazista
O suspeito, identificado nas redes sociais como “Daniel Abdallah”, tem 39 anos e atua em empresas de vigilância privada. Ele foi preso em dezembro de 2024 e permanece no sistema penitenciário desde então. De acordo com a PF, o investigado mantinha contato online com extremistas no exterior e demonstrava interesse em se unir a grupos terroristas como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.
Investigações indicam que seu envolvimento com o extremismo islâmico teve início em 2023. Antes disso, ele já havia sido associado a grupos neonazistas, evidenciando um histórico de radicalização preocupante.
Planejamento de atentados e apreensões
O caso ganhou relevância após a identificação de um perfil em rede social onde o suspeito promovia líderes e grupos terroristas. Além das postagens de ódio religioso contra a comunidade judaica, o indivíduo pesquisava sobre a fabricação de explosivos, vestimentas e equipamentos usados em atos terroristas.
Nas residências do investigado — uma na zona Norte de Porto Alegre e outra em Canoas, na Região Metropolitana — foram encontrados diversos materiais alarmantes: facas, machadinhas, simulacros de armas de fogo, armas de pressão, soqueiras, bastões, colete balístico, munições e material incendiário. Também foram apreendidos itens que remetem à supremacia branca e ao nazismo, incluindo bandeiras, camisetas e livros que incitam o ódio e o extermínio de minorias.
Operação Mujahidin: Alerta para a segurança nacional
A Operação Mujahidin, deflagrada para combater o terrorismo e o extremismo no Rio Grande do Sul, destaca a importância do monitoramento constante de indivíduos com históricos de radicalização. A colaboração entre a PF, a ABIN e a Brigada Militar foi fundamental para identificar o suspeito e evitar possíveis ameaças à segurança pública.
O relatório final do inquérito já foi encaminhado à Justiça Federal. O caso segue em análise, e o investigado continuará detido até a definição do seu futuro judicial.
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