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Créditos da imagem: GettyImages |
Os casos de neoplasia colorretal cresceram 35% entre os triênios de 2020-2022 e 2023-2025, um aumento superior à média nacional, que foi de 11%
Porto Alegre, 18 de março de 2025 - O mês de março é marcado pela campanha Março Azul Marinho, dedicada à conscientização e prevenção do câncer colorretal, o terceiro tipo de tumor mais comum entre homens e mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em Porto Alegre, o crescimento da neoplasia colorretal chama atenção, já que, entre os triênios de 2020-2022 e 2023-2025, o número de diagnósticos aumentou 35%, superando a taxa nacional, que foi de 11%. Além da relação com fatores genéticos ou ao avanço da idade, estudos mostram que hábitos alimentares inadequados e o estilo de vida têm relação direta com o aumento dos casos.
O reforço sobre a importância da prevenção e a adoção de hábitos alimentares que previnem os risco de câncer colorretal é feito pela Oncoclínicas, maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina. Isso porque nas regiões Sul e Sudeste do Brasil é comum o consumo elevado de carne vermelha e processada. "A alimentação desempenha um papel crucial no desenvolvimento do câncer colorretal. Estudos, como os realizados pelo INCA, apontam que populações com alto consumo de carne vermelha apresentam maior incidência de câncer colorretal. O consumo excessivo de carnes processadas também está diretamente associado ao aumento do risco. Além disso, nitritos e nitratos presentes em carnes processadas podem contribuir para a formação de compostos nocivos no trato digestivo", afirma o oncologista Gabriel Prolla, da Oncoclínicas.
De acordo com o Inquérito Nacional de Alimentação, o consumo de carne vermelha e carne processada no Brasil é maior do que o recomendado pelo World Cancer Research Fund, com mais de 80% da amostra estudada ingerindo esses alimentos em quantidade superior à indicada. A recomendação é de 43 gramas por dia de carne vermelha e consumo mínimo de carne processada. "A influência da alimentação no risco de câncer colorretal também pode variar conforme a região ou país, devido a diferenças culturais e hábitos alimentares. Nas regiões Sul e Sudeste, onde o consumo de churrasco é frequente, há uma maior exposição às substâncias carcinogênicas formadas durante o cozimento da carne em altas temperaturas", explica o especialista.
Nos últimos anos, especialistas também têm observado um crescimento preocupante dos casos de tumores que afetam o cólon e reto em pacientes com menos de 50 anos. O estudo realizado pela American Cancer Society (ACS) analisou a incidência da doença em todas as faixas etárias de 1995 até 2020 na população dos Estados Unidos. Os dados apontam que 13% dos pacientes diagnosticados com câncer colorretal têm menos de 50 anos, um percentual que cresceu 9% em comparação a períodos anteriores.
"Por isso, é importante investir em dietas ricas em fibras, provenientes de frutas, verduras, legumes e cereais integrais. As fibras ajudam na regulação do trânsito intestinal, diminuindo o tempo de exposição das células intestinais a substâncias potencialmente cancerígenas. Alimentos ricos em fibras, como o feijão, são apontados em estudos como o do American Institute for Cancer Research como protetores contra o câncer colorretal. Além disso, o consumo de peixes e gorduras saudáveis, como as do azeite de dendê e castanhas, pode ter efeito anti-inflamatório e reduzir o risco da doença", completa o oncologista.
Como se prevenir
O desenvolvimento do tumor colorretal ocorre no intestino grosso, especificamente no cólon ou no reto. Para diagnosticá-lo, é feito o rastreamento pelo exame de colonoscopia. Outro exame importante para a detecção precoce do câncer colorretal é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Esse teste, simples e não invasivo, pode identificar a presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes, um possível indicativo de lesões pré-malignas ou câncer inicial. Qualquer teste positivo de pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser seguido de colonoscopia.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco baixo na faixa etária de 50 anos, mas pessoas com histórico familiar ou sintomas devem buscar avaliação antecipada. Os sintomas mais comuns incluem sangue nas fezes, anemia, diarreia ou constipação persistente, dor abdominal frequente, perda de peso inexplicada, cansaço e fraqueza constantes. No entanto, em alguns casos, a doença pode ser silenciosa nos estágios iniciais, o que reforça a importância da prevenção e do rastreamento regular.
Apesar de ser uma das neoplasias mais comuns e letais, sendo o terceiro mais incidente no Brasil, com 45.630 novos casos da doença previstos no país em 2025, o oncologista Gabriel Prolla reforça a importância de adotar um estilo de vida equilibrado aliado à realização de exames periodicamente. "A prevenção é a principal estratégia para reduzir a incidência do câncer colorretal. Manter uma alimentação balanceada, rica em fibras e pobre em ultraprocessados, praticar atividades físicas regularmente, manter um peso saudável e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco são medidas fundamentais. Além da prevenção, o diagnóstico precoce tem um papel crucial na melhora das chances de tratamento e cura, o que aumenta a taxa de sobrevida em mais de 90%", finaliza.
Sobre a Oncoclínicas&Co
Oncoclínicas&Co é o maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, com um modelo hiperespecializado e inovador voltado para a jornada oncológica. Com um corpo clínico formado por mais de 2.900 médicos especialistas em oncologia, a companhia está presente em 40 cidades brasileiras, somando mais de 140 unidades. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, o grupo realizou nos últimos 12 meses cerca de 682 mil tratamentos. A Oncoclínicas segue padrões internacionais de excelência, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. Parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, adquiriu a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e possui participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.grupooncoclinicas.com.
Para mais informações: oncoclinicas@giusticom.com.br
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